
O curativo a vácuo, também chamado de Terapia por Pressão Negativa (TPN) ou VAC, é uma tecnologia utilizada no tratamento de determinadas feridas complexas. O método utiliza pressão negativa controlada para remover excesso de líquido da ferida, favorecer a formação de tecido de granulação e criar condições mais adequadas para a cicatrização.
A técnica pode ser utilizada em diferentes situações, como algumas feridas cirúrgicas, úlceras por pressão, feridas relacionadas ao diabetes, lesões traumáticas, determinados casos de queimaduras e preparação de feridas para enxertos ou outros procedimentos. A indicação, entretanto, depende da avaliação individual da lesão e das condições clínicas do paciente.
O que é o curativo a vácuo?
O curativo a vácuo é uma forma de Terapia por Pressão Negativa em que uma espuma médica ou outra interface apropriada é posicionada sobre ou dentro da ferida.
O conjunto é coberto por uma película adesiva que cria uma vedação e conectado, por meio de um tubo, a uma bomba responsável por produzir pressão negativa controlada.
Esse sistema permite retirar continuamente parte do exsudato, ou seja, o líquido produzido pela ferida, enquanto mantém um ambiente controlado sobre a lesão.
A terapia pode ser utilizada para preparar uma ferida para fechamento definitivo, enxerto, retalho ou outra forma de tratamento indicada pela equipe de saúde.
Como funciona a Terapia por Pressão Negativa?
O funcionamento do curativo a vácuo envolve algumas etapas.
1. Avaliação e preparação da ferida
Antes da aplicação, a equipe de saúde avalia a ferida, considerando seu tamanho, profundidade, quantidade de secreção, presença de tecido desvitalizado, sinais de infecção, circulação sanguínea e possíveis estruturas expostas.
Quando necessário, pode ser realizado desbridamento para retirar tecidos que dificultem a evolução da lesão.
2. Aplicação da espuma ou interface
Uma espuma médica ou outro material específico é colocado de acordo com as características da ferida e do sistema utilizado.
A escolha do material e sua colocação devem ser feitas por profissionais capacitados.
3. Vedação da ferida
Depois da aplicação da interface, a área é coberta por uma película adesiva apropriada.
A vedação precisa ser adequada para que o sistema consiga manter a pressão negativa programada.
4. Conexão com o equipamento
Um tubo conecta o curativo à bomba de pressão negativa.
O equipamento produz a sucção e pode direcionar o exsudato removido para um reservatório próprio.
5. Aplicação da pressão negativa
A bomba aplica uma pressão inferior à pressão atmosférica.
O nível de pressão utilizado não é necessariamente igual para todos os pacientes. A configuração depende da ferida, do sistema utilizado e da avaliação da equipe responsável.
Por isso, valores como -80 ou -125 mmHg não devem ser considerados uma configuração obrigatória para qualquer paciente.

O que a pressão negativa faz na ferida?
A Terapia por Pressão Negativa pode produzir diferentes efeitos sobre o leito da ferida.
Entre eles estão:
- Remoção de exsudato e excesso de líquidos;
- redução do edema em determinadas situações;
- estímulo à formação de tecido de granulação;
- favorecimento de processos relacionados à vascularização local;
- contração mecânica das bordas da ferida;
- controle do ambiente da lesão;
- possível redução da carga bacteriana em determinadas situações;
- preparação da ferida para procedimentos posteriores.
A terapia não funciona simplesmente como uma “sucção” que retira impurezas. Seus efeitos estão relacionados à combinação entre pressão negativa, controle do exsudato, características mecânicas sobre os tecidos e alterações no ambiente da ferida.
O curativo a vácuo elimina bactérias?
Não deve ser considerado um tratamento antibiótico.
A remoção de secreções e o controle do ambiente da ferida podem contribuir para a redução da carga bacteriana em determinadas situações. Entretanto, quando existe uma infecção, a Terapia por Pressão Negativa não substitui o tratamento específico.
Dependendo do caso, podem ser necessários antibióticos, drenagem, desbridamento ou outros procedimentos.
Por isso, o VAC deve ser considerado parte de um plano de tratamento da ferida e não uma solução isolada para infecções.
Para que serve o curativo a vácuo?
A TPN pode ser utilizada como tratamento complementar ou como uma etapa do cuidado de feridas complexas.
Entre seus objetivos estão:
- Controlar o excesso de secreção;
- reduzir edema;
- favorecer a formação de tecido de granulação;
- auxiliar na aproximação das bordas;
- proteger o leito da ferida;
- preparar a lesão para enxertos;
- auxiliar no tratamento de algumas feridas cirúrgicas;
- favorecer condições para o fechamento da ferida.
Quais feridas podem ser tratadas com VAC?
A indicação depende sempre da avaliação profissional. Entre as situações em que a terapia pode ser considerada estão:
Feridas cirúrgicas
Pode ser utilizada em determinadas feridas cirúrgicas abertas, deiscências e situações nas quais o fechamento imediato não seja possível ou adequado.
Úlceras por pressão
Algumas úlceras por pressão profundas e complexas podem ser tratadas com pressão negativa, especialmente quando apresentam grande quantidade de exsudato e necessidade de preparação do leito da ferida.
Pé diabético
Feridas relacionadas ao diabetes podem apresentar cicatrização mais lenta e maior complexidade.
Em determinados casos, o VAC pode fazer parte do tratamento, mas é necessário avaliar também circulação sanguínea, controle da glicemia, infecção, pressão sobre o membro e outros fatores.
Feridas traumáticas
Lesões traumáticas extensas podem utilizar a terapia como parte do tratamento quando o fechamento definitivo precisa ser realizado posteriormente.
Enxertos e retalhos
Em situações específicas, a pressão negativa pode ser utilizada como parte do cuidado de enxertos ou retalhos.
Queimaduras
A utilização em queimaduras depende do tipo, profundidade, extensão e localização da lesão. Não é indicada automaticamente para todas as queimaduras.
Quando o curativo a vácuo não deve ser utilizado?
A Terapia por Pressão Negativa não é adequada para todas as feridas.
Algumas situações exigem avaliação especial ou podem contraindicar sua utilização, como:
- Tecido necrótico ou escara que ainda precise ser tratado;
- sangramento ativo ou risco elevado de hemorragia;
- vasos sanguíneos ou órgãos expostos sem proteção adequada;
- algumas fístulas não exploradas;
- osteomielite não tratada;
- determinadas situações envolvendo malignidade na área da ferida;
- ausência de preparo adequado do leito quando o desbridamento é necessário.
A avaliação deve ser individualizada antes da instalação do sistema.
O curativo a vácuo dói?
A experiência varia conforme a ferida, sua localização, profundidade, condição dos tecidos e momento da troca.
Algumas pessoas podem apresentar desconforto durante o tratamento, principalmente durante a retirada da interface.
A equipe de saúde pode utilizar estratégias para controlar a dor quando necessário.
Dor intensa, nova ou progressivamente pior deve ser comunicada à equipe responsável.
Quanto tempo é necessário usar o VAC?
Não existe um período único para todos os pacientes.
A duração do tratamento depende de diversos fatores, como:
- tamanho da ferida;
- profundidade;
- causa da lesão;
- quantidade de exsudato;
- qualidade do tecido de granulação;
- presença de infecção;
- circulação sanguínea;
- diabetes e outras condições clínicas;
- objetivo do tratamento;
- necessidade de enxerto, retalho ou fechamento cirúrgico.
Por isso, o tempo de utilização deve ser determinado e reavaliado pela equipe responsável.
Com que frequência o curativo a vácuo é trocado?
A frequência das trocas depende do sistema utilizado, das características da ferida e da avaliação clínica.
Em muitos tratamentos, as trocas são realizadas após alguns dias, mas não existe uma regra universal que determine exatamente o mesmo intervalo para todos os pacientes.
A troca deve seguir o protocolo estabelecido pela equipe que acompanha a ferida.
Quais são os riscos do curativo a vácuo?
Apesar de ser uma tecnologia utilizada no tratamento de diferentes feridas complexas, a TPN não é isenta de riscos.
Entre as possíveis complicações estão:
- Sangramento;
- dor ou desconforto;
- irritação da pele;
- lesões na retirada da cobertura;
- perda da vedação;
- obstrução do tubo;
- falha na drenagem do exsudato;
- infecção;
- complicações relacionadas à proximidade de estruturas importantes.
Por esse motivo, o tratamento precisa ser acompanhado por profissionais capacitados.
Quais sinais de alerta exigem atendimento?
O paciente deve entrar em contato com a equipe responsável quando apresentar:
- Sangramento significativo;
- febre;
- dor intensa ou diferente do habitual;
- mau cheiro persistente;
- aumento importante da secreção;
- vermelhidão ou alteração significativa da pele ao redor;
- deslocamento da cobertura;
- perda persistente do vácuo;
- problemas com o equipamento que não possam ser solucionados conforme as orientações recebidas.
Em caso de sangramento intenso ou sinais de emergência, deve-se procurar atendimento médico imediatamente.
Quem pode colocar o curativo a vácuo?
A indicação e o acompanhamento devem ser realizados por profissionais habilitados e capacitados para o tratamento de feridas.
Dependendo da situação, o cuidado pode envolver médicos, enfermeiros, estomaterapeutas e outros profissionais da equipe multiprofissional.
O equipamento não deve ser instalado, ajustado ou utilizado por conta própria.
Curativo a vácuo pode ser usado em casa?
Sim, existem sistemas que podem ser utilizados fora do ambiente hospitalar em pacientes selecionados.
Isso, porém, não significa que o paciente possa instalar ou ajustar o equipamento sozinho.
Quando o tratamento domiciliar é indicado, deve existir acompanhamento adequado e orientação clara sobre cuidados, troca do curativo, funcionamento do aparelho e sinais de alerta.
Curativo a vácuo pelo SUS: o SUS cobre?
Essa é uma das principais dúvidas de pacientes que recebem indicação da Terapia por Pressão Negativa.
A resposta não é simplesmente “sim” ou “não”.
A disponibilidade da TPN pelo SUS pode variar conforme o serviço de saúde, indicação clínica, protocolos assistenciais, estrutura disponível e organização da rede.
Estudos brasileiros já avaliaram a utilização da terapia no SUS e apontam que, apesar do potencial da tecnologia no tratamento de feridas complexas, sua disponibilidade e utilização ainda são limitadas em determinadas estruturas do sistema público.
Por isso, o paciente que recebe indicação deve conversar com a equipe responsável pelo tratamento e verificar se o serviço possui a terapia disponível ou se existe encaminhamento para uma unidade de referência.
Como tentar conseguir o tratamento pelo SUS?
O primeiro passo é procurar a equipe que acompanha a ferida.
O profissional poderá avaliar a indicação da Terapia por Pressão Negativa e, quando necessário, encaminhar o paciente para um serviço especializado.
Dependendo da situação, o atendimento pode envolver cirurgia, enfermagem especializada, estomaterapia ou outros setores responsáveis pelo tratamento de feridas.
Caso o serviço não disponha da tecnologia, o paciente pode solicitar orientação sobre a existência de outro serviço de referência na rede.
Plano de saúde cobre terapia por pressão negativa?
Nos planos de saúde privados, a análise depende da situação clínica, da segmentação contratada, do contrato e das regras de cobertura aplicáveis.
Por isso, não é correto afirmar que todos os planos são obrigados a fornecer qualquer aparelho ou material de curativo a vácuo em qualquer circunstância.
Quando existe indicação profissional, o paciente pode solicitar à operadora uma análise formal da cobertura, apresentando a documentação necessária, como relatório médico ou da equipe responsável, diagnóstico e justificativa para o tratamento.
O que fazer se o plano de saúde negar o tratamento?
Se houver negativa, é importante solicitar a justificativa formal da operadora e guardar o número do protocolo de atendimento.
O paciente também pode buscar orientação junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e utilizar os canais disponíveis para reclamações relacionadas à cobertura e ao atendimento.
É importante diferenciar a cobertura do tratamento da compra particular de um equipamento.
Encontrar um aparelho à venda na internet não significa que o plano de saúde tenha obrigação automática de reembolsar aquela aquisição.
É possível comprar um aparelho de terapia por pressão negativa?

Existem equipamentos e sistemas de Terapia por Pressão Negativa comercializados para diferentes situações.
Entretanto, a compra de um produto não substitui a avaliação profissional.
Antes de adquirir qualquer equipamento, é importante verificar:
- finalidade do produto;
- especificações técnicas;
- indicação para o tipo de ferida;
- regularização sanitária aplicável;
- disponibilidade dos materiais necessários;
- assistência e orientação para utilização.
O equipamento correto depende das características da ferida e da indicação feita pela equipe responsável.
Curativo a vácuo é melhor que o curativo convencional?
Não existe uma resposta única.
A Terapia por Pressão Negativa pode apresentar vantagens em determinadas feridas complexas, mas não é automaticamente superior para qualquer tipo de lesão.
A escolha depende da causa da ferida, profundidade, tamanho, quantidade de exsudato, presença de infecção, circulação sanguínea, condições clínicas e objetivo do tratamento.
Em muitos casos, a TPN é apenas uma das etapas do tratamento.
Curativo a vácuo acelera a cicatrização?
A Terapia por Pressão Negativa pode favorecer processos relacionados à cicatrização e apresenta benefícios demonstrados em determinados tipos de feridas complexas.
Entretanto, os resultados variam conforme a condição tratada e as características do paciente.
Não é correto afirmar que o VAC acelera obrigatoriamente a cicatrização de qualquer ferida.
O benefício depende da indicação correta e do tratamento adequado da causa da lesão.
O que influencia o sucesso do tratamento?
O resultado não depende somente do equipamento.
Outros fatores são fundamentais:
- Controle da doença de base;
- circulação sanguínea adequada;
- controle da glicemia em pessoas com diabetes;
- tratamento de infecções;
- alimentação adequada;
- ingestão suficiente de proteínas e nutrientes;
- redução da pressão sobre a região lesionada;
- desbridamento quando indicado;
- troca correta do curativo;
- acompanhamento profissional;
- cumprimento das orientações da equipe de saúde.
A alimentação influencia a cicatrização?
Sim.
A formação de novos tecidos exige energia, proteínas, vitaminas, minerais e outros nutrientes.
Pessoas com feridas complexas podem apresentar necessidades nutricionais aumentadas, principalmente quando o tratamento é prolongado.
Uma avaliação nutricional pode ajudar a identificar inadequações alimentares e possíveis deficiências.
A suplementação, entretanto, não deve ser feita indiscriminadamente. Deve ser avaliada de acordo com as necessidades de cada paciente.
Quanto custa um tratamento com curativo a vácuo?
O preço varia bastante.
Entre os fatores que influenciam o custo estão:
- equipamento utilizado;
- sistema escolhido;
- tamanho e complexidade da ferida;
- materiais necessários;
- frequência das trocas;
- acompanhamento profissional;
- local onde o tratamento é realizado.
Também podem existir custos com espumas, películas, reservatórios, tubos e outros componentes.
Por isso, o preço do aparelho isoladamente não representa necessariamente o custo total do tratamento.
Curativo a vácuo vale a pena?
A Terapia por Pressão Negativa pode ser uma ferramenta importante no tratamento de determinadas feridas complexas.
Seu benefício depende da indicação correta, preparação adequada da ferida, escolha do sistema apropriado e acompanhamento profissional.
O VAC não deve ser considerado um tratamento universal nem substitui a avaliação médica ou de enfermagem especializada.
Onde comprar um curativo a vácuo com bom preço?
Para quem recebeu indicação profissional e precisa adquirir um sistema de Terapia por Pressão Negativa, vale comparar preços, especificações, materiais necessários, condições de compra e suporte oferecido pelo fornecedor.
Se você recebeu indicação ou já utiliza esse tipo de tratamento, confira a página do produto para consultar o preço e as condições de compra:
CONFIRA AQUI O CURATIVO A VÁCUO COM ÓTIMO PREÇO
Perguntas frequentes sobre curativo a vácuo
O que é terapia por pressão negativa?
É uma técnica utilizada no tratamento de determinadas feridas que aplica pressão negativa controlada para remover exsudato e favorecer condições relacionadas à cicatrização.
Curativo a vácuo e VAC são a mesma coisa?
São termos utilizados para se referir à Terapia por Pressão Negativa, embora existam diferentes equipamentos, sistemas e marcas.
Quem pode usar curativo a vácuo?
Pacientes com feridas selecionadas por uma equipe de saúde. A indicação depende das características da lesão e das condições clínicas.
O VAC pode ser usado em pé diabético?
Sim, em determinados casos. A indicação depende da avaliação da ferida, circulação, presença de infecção, controle do diabetes e outras condições.
O SUS oferece terapia por pressão negativa?
A disponibilidade pode variar conforme o serviço, a indicação clínica, os protocolos e os recursos disponíveis na rede pública.
Plano de saúde cobre curativo a vácuo?
A cobertura depende do caso, do contrato, da segmentação do plano e das regras aplicáveis. O paciente deve solicitar análise formal à operadora quando houver indicação profissional.
O curativo a vácuo pode ser usado em casa?
Pode, em pacientes selecionados e quando existe indicação e acompanhamento profissional adequado.
O curativo a vácuo dói?
Pode causar desconforto, especialmente durante algumas trocas, mas a intensidade varia conforme a ferida e o paciente.
Quanto tempo dura o tratamento?
Não existe um período fixo. A duração depende da evolução da ferida e dos objetivos definidos pela equipe de saúde.
O curativo a vácuo elimina a infecção?
Não. Ele pode auxiliar no controle do ambiente da ferida e na remoção de secreções, mas não substitui o tratamento específico de uma infecção.
O curativo a vácuo pode ser comprado pela internet?
Existem produtos comercializados pela internet, mas a compra deve ocorrer somente após indicação profissional e com atenção às especificações e à regularização aplicável ao produto.
Importante: este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui avaliação médica, de enfermagem ou de outro profissional habilitado. A indicação, configuração, troca e acompanhamento da Terapia por Pressão Negativa devem ser definidos de acordo com as características da ferida e as condições clínicas de cada paciente.