
Herpes zóster: causas, sintomas e tratamento
O herpes zóster, também conhecido como cobreiro ou zona, é uma infecção causada pelo vírus Varicella-Zoster, que é o mesmo responsável pela catapora. Apesar de serem provocadas pelo mesmo agente, as manifestações clínicas e as complicações dessas duas condições são distintas. O herpes zóster não deve ser confundido com o herpes labial ou genital, que são causados por outros tipos de vírus da família Herpesviridae.
Como surge o herpes zóster?
Após a infecção inicial pelo vírus Varicella-Zoster, normalmente na infância, a pessoa desenvolve catapora. Embora a doença se resolva, o vírus permanece latente nos gânglios nervosos, podendo reativar-se anos depois, quando o sistema imunológico está comprometido. Essa reativação resulta no herpes zóster, caracterizando-se por uma erupção cutânea dolorosa em uma área específica do corpo.
Sintomas
Os sintomas do herpes zóster incluem a formação de vesículas avermelhadas e agrupadas, geralmente limitadas a um lado do corpo, seguindo o trajeto dos nervos afetados. Antes da erupção cutânea, é comum que o paciente sinta dor ou formigamento na região afetada, além de sintomas gerais como febre e mal-estar. As lesões podem evoluir rapidamente e, após cerca de uma semana, começam a secar e formar crostas. A dor pode persistir por semanas ou até meses, especialmente em casos de nevralgia pós-herpética.
Complicações
A nevralgia pós-herpética é uma complicação que ocorre quando a dor persiste mesmo após a cicatrização das lesões. Essa dor pode ser intensa e debilitante, afetando a qualidade de vida do paciente. Além disso, a reativação do herpes zóster na região facial pode causar complicações sérias, como a síndrome de Ramsey Hunt, que resulta em paralisia facial e pode comprometer a visão se afetar os olhos.
Formas de transmissão
Embora o herpes zóster não seja contagioso de forma direta, a infecção pode ser transmitida para pessoas que nunca tiveram catapora. Essas pessoas desenvolverão catapora ao entrar em contato com as lesões do herpes zóster. Uma vez que a catapora é a primeira manifestação da infecção pelo vírus, não é possível contrair herpes zóster sem ter antes tido catapora.
Fatores de risco
Os principais fatores que aumentam o risco de desenvolver herpes zóster incluem:
- Idade acima de 50 anos;
- Estresse físico ou psicológico;
- Privação do sono;
- Doenças crônicas, como diabetes mellitus;
- Tratamentos imunossupressores, como quimioterapia;
- Infecções como HIV/AIDS.
Tratamento
O tratamento do herpes zóster geralmente envolve o uso de antivirais, como Aciclovir, Valaciclovir e Fanciclovir, que são mais eficazes quando iniciados nas primeiras 72 horas após o início dos sintomas. Além disso, analgésicos podem ser necessários para controlar a dor. Em casos de dor intensa, pode ser necessário o uso de opioides ou medicamentos específicos para dor neuropática.
Vacina contra herpes zóster
A vacinação contra a varicela na infância pode ajudar a prevenir o herpes zóster mais tarde na vida. A vacina contra herpes zóster é indicada para adultos acima de 50 anos e demonstrou reduzir significativamente o risco de desenvolver a doença, além de minimizar as complicações em casos em que a infecção ainda ocorra.
Herpes zóster na gravidez
Embora o herpes zóster seja mais comum em adultos mais velhos, ele pode ocorrer em mulheres grávidas. O risco de transmissão ao feto é baixo, uma vez que a condição resulta da reativação do vírus latente. O tratamento durante a gravidez costuma ser feito com Aciclovir, seguindo as diretrizes médicas apropriadas.
Dúvidas comuns
Herpes zóster é contagioso?
Sim, o herpes zóster é contagioso, mas apenas para pessoas que nunca tiveram catapora. O contato com uma pessoa infectada pode resultar em catapora, não em herpes zóster.
Herpes zóster é perigoso?
Para a maioria das pessoas saudáveis, o herpes zóster não é perigoso, embora possa causar dor intensa. No entanto, é importante procurar atendimento médico caso as lesões afetem a face, especialmente ao redor dos olhos.
Quanto tempo dura a dor do herpes zóster?
A dor geralmente persiste de duas a quatro semanas, mas pode durar meses em alguns casos, especialmente quando ocorre nevralgia pós-herpética.
Referências
– Varicella and herpes zoster vaccines: WHO position paper, June 2014 – World Health Organization.
– Shingles (Herpes Zoster) – Centers for Disease Control and Prevention (CDC).
– Epidemiology, clinical manifestations, and diagnosis of herpes zoster – UpToDate.
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