Doença Inflamatória Pélvica Sintomas e Tratamento Eficaz

Doença Inflamatória Pélvica (DIP): Sintomas e Tratamento

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção que afeta os órgãos reprodutores femininos, incluindo o útero, as trompas de Falópio e os ovários. Frequentemente, essa condição surge como uma complicação de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), sendo a clamídia e a gonorreia as causas mais comuns. A DIP pode causar sintomas como dor abdominal, febre e, em casos mais graves, infertilidade. Neste artigo, exploraremos em detalhes as causas, sintomas, fatores de risco e opções de tratamento da DIP.

O que é a Doença Inflamatória Pélvica?

A DIP é uma infecção que se desenvolve quando bactérias se proliferam no trato reprodutivo feminino, geralmente a partir de uma infecção vaginal ou cervical não tratada. Se não forem tratadas, essas infecções podem ascender e infectar os órgãos internos, levando a complicações sérias. Nos Estados Unidos, estima-se que cerca de 1 milhão de mulheres sejam diagnosticadas com DIP anualmente, afetando entre 2% a 10% das mulheres sexualmente ativas.

Causas da Doença Inflamatória Pélvica

A vagina é naturalmente habitada por uma flora bacteriana saudável, predominantemente composta por Lactobacillus, que atua como uma barreira contra infecções. Quando essa barreira é comprometida, especialmente por bactérias de ISTs, a infecção pode se espalhar. As principais bactérias associadas à DIP incluem:

  • Neisseria gonorrhoeae – Causadora da gonorreia.
  • Chlamydia trachomatis – Causadora da clamídia.

Outras bactérias, embora menos comuns, também podem causar DIP, incluindo Mycoplasma genitalium e Escherichia coli.

Fatores de Risco

Os principais fatores de risco para o desenvolvimento da DIP estão relacionados ao comportamento sexual e histórico médico. Os seguintes fatores aumentam a probabilidade de contrair a doença:

  • Idade entre 15 e 25 anos.
  • Vida sexual ativa com múltiplos parceiros.
  • Uso inconsistente de preservativos.
  • Histórico de DIP anterior.
  • Presença de uma IST.
  • Realização de duchas vaginais, que podem empurrar bactérias para o interior.
  • Colocação recente de um dispositivo intrauterino (DIU).

Sintomas da Doença Inflamatória Pélvica

Os sintomas da DIP podem variar amplamente. Em alguns casos, a infecção é aguda e apresenta sintomas evidentes, enquanto em outros, pode ser crônica e com sintomas sutis. Os sintomas comuns incluem:

  • Dor abdominal ou pélvica, que pode piorar durante a relação sexual.
  • Corrimento vaginal anormal, que pode ser amarelado ou esverdeado e ter odor forte.
  • Sangramento fora do período menstrual.
  • Febre leve a alta.
  • Disúria (dor ao urinar).

Complicações graves da DIP incluem a formação de abscessos e lesões nas trompas de Falópio, que podem levar à infertilidade.

Diagnóstico da Doença Inflamatória Pélvica

O diagnóstico da DIP não pode ser feito através de um único exame. Geralmente, é realizado um conjunto de avaliações que inclui:

  • História clínica detalhada.
  • Exame ginecológico.
  • Exames laboratoriais de sangue e urina.
  • Ultrassonografia pélvica, se necessário.

Tratamento da Doença Inflamatória Pélvica

O tratamento da DIP visa eliminar a infecção e prevenir complicações. Normalmente, é feito com antibióticos. Algumas opções de tratamento incluem:

  • Ceftriaxona 250 mg intramuscular em dose única + Doxiciclina 100 mg, duas vezes ao dia, por 14 dias.
  • Cefoxitina 2 g intramuscular em dose única + Doxiciclina 100 mg, duas vezes ao dia, por 14 dias.
  • Em casos mais graves, pode ser necessária a internação para tratamento intravenoso.

É essencial seguir o tratamento completo para evitar recorrências e complicações, como a infertilidade.

Considerações Finais

A Doença Inflamatória Pélvica é uma condição séria que pode ter consequências duradouras na saúde reprodutiva da mulher. É fundamental que as mulheres que apresentam sintomas ou fatores de risco consultem um médico para avaliação e tratamento adequado. A prevenção, através do uso de preservativos e do tratamento de ISTs, é a melhor estratégia para evitar a DIP.


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